Dezesseis minutos. Esse é o tempo que a Polícia Civil acredita que levou entre a primeira discussão até o assassinato do vendedor de paçocas em Blumenau, morto no dia 3 de novembro em frente a um supermercado. O delegado Bruno Fernando concluiu o inquérito nesta sexta-feira (10) e informou que o autor crime buscou a faca em casa para tirar a vida de Giovane Ferreira da Silva de Oliveira.

As investigações apontam que a primeira discussão ocorreu às 17h43min. Esse momento não foi registrado por nenhuma câmera de segurança, mas é corroborado por depoimentos de testemunhas. Os relatos apontam que já neste momento a vítima teria sido golpeada por Gleidson Tiago da Cruz com um pedaço de ferro. Depois, o criminoso vai para casa.

Uma imagem mostra quando o assassino sai do imóvel, às 17h54min, com a filha no colo, e a arma usada no ataque aparece no bolso externo de um carrinho de compras. O criminoso volta então ao supermercado. Às 17h59min, segundo a polícia, ele encontra Giovane do lado de fora, agachado, coloca a criança de dois anos no chão e começa o esfaqueamento com a faca que trouxe de casa.

Imagens de uma câmera de segurança mostram que a vítima é atacada inicialmente pelas costas.

— Diante de todos os elementos informativos angariados, infere-se que o autor, após uma discussão sobre a oferta de uma paçoca, retorna ao local para matar a vítima — afirma o delegado.

A Polícia Civil divulgou que Giovane foi preso em flagrante por furto no ano 2014. Gleidson foi investigado pelo mesmo crime em 2010, no estado de Minas Gerais.

Relembre o crime

Na sexta-feira, dia 3 de novembro, Giovane Ferreira da Silva de Oliveira, de 29 anos, foi esfaqueado na calçada em frente as Giassi, em Blumenau, por Gleidson Tiago da Cruz, 41. O crime ocorreu em plena luz do dia, na frente de várias pessoas.

A filha do autor, uma menina de dois anos, estava a poucos metros do pai enquanto ele cometia o crime.

Gleidson ficou no local após matar Giovane e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Isso porque desde o início os indícios já apontavam que o autor correu atrás da vítima, afastando a tese de legítima defesa. Além disso, no dia, as autoridades já acreditavam que a arma seria do próprio assassino.

A Polícia Civil concluiu que o crime ocorreu após a vítima oferecer uma paçoca para a filha do autor.

O advogado Rodolfo Warmeling, que representa o Gleidson, alegou no começo da semana que a vítima teria colocado o doce “na boca da criança”, momento em que o cliente afastou o homem da menina e iniciou a discussão. A defesa apontou, ainda, que o homem teria chutado o carrinho de bebê e ameaçado a família.

Na manhã deste sábado (11), a defesa disse que ainda teve acesso às conclusões do inquérito para fazer nova manifestação.

Fonte: NSC

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