O aumento expressivo dos casos de síndrome respiratória aguda grave tem levado diversas regiões do país a decretar situação de emergência em saúde pública. A medida busca conter o avanço da doença e garantir assistência aos pacientes.
Em Minas Gerais, o governo estadual decretou emergência na última sexta-feira (2), reconhecendo dificuldades na capacidade de atendimento aos doentes. O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a decisão permite a ampliação imediata de leitos e a contratação de profissionais para suprir a demanda crescente. Desde o início de 2025, o estado já registrou quase 27 mil internações por síndrome respiratória, número superior ao do mesmo período de 2024, com destaque para a alta acentuada na região central.
O que é a síndrome respiratória aguda grave?
A condição engloba casos graves de infecções respiratórias que comprometem a respiração e frequentemente levam à hospitalização. Pode ser causada por vírus como Influenza A e B, Covid-19, além de bactérias e até fungos.
O infectologista Estevão Urbano alerta para os sintomas iniciais da síndrome, como tosse, febre, indisposição e dores no corpo. “Se não tratada a tempo, a doença pode evoluir para uma fase severa, comprometendo o pulmão e exigindo oxigenoterapia. O ideal é procurar um médico ainda nos primeiros sintomas para evitar complicações”, destaca.
Impacto nas cidades
Em Belo Horizonte, a prefeitura decretou emergência em saúde antes mesmo da decisão estadual, na última quarta-feira (30). Somente em abril, os atendimentos por sintomas respiratórios na rede municipal chegaram a 63 mil – um aumento de quase 50% em relação a março.
A situação se repete em outras capitais, como Campo Grande (MS), onde a emergência foi declarada em 26 de abril, e Florianópolis (SC), que registrou alta de 85% nos atendimentos pediátricos e 42% nos adultos, levando ao decreto na noite do dia 1º.
Com o avanço da síndrome respiratória aguda grave, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para reduzir o impacto da doença na população.
Com informações do Jornal Nacional